Responsabilidade Social

Herniorrafia em bezerros pela técnica do Toogle-Pin via laparoscopia

Inovação Tecnológica

Unidade: Umuarama

Titulação: Doutorado - Atividade: Pesquisa Institucional

Cod. CNPQ: 0005050100 - Clínica e Cirurgia Animal

Núcleo de Pesquisa: Ciências Biológicas, Agrárias e Tecnológicas

Linha de Pesquisa: Terapêutica Exp. de Prod. Bioativos Apl. à Ciência

Professor: Luiz Romulo Alberton

Resumo: Em bovinos jovens, a ocorrência de afecções umbilicais é muito comum, sendo as hérnias umbilicais uma das mais frequentes. Hérnias pequenas podem ter resolução espontânea, porém, as maiores e/ou com encarceramento intestinal exigem correção cirúrgica. As hérnias têm sido relacionadas à traumas, esforços excessivos sofridos pelo cordão umbilical, fatores hereditários e infecciosos. Para a técnica cirúrgica de herniorrafia, diferentes métodos são descritos na literatura. Técnica aberta e fechada com sutura de colchoeiro ou com sobreposição de Mayo.

As técnicas fechadas são mais comumente empregadas, pois podem ser feitas à campo com sedação e anestesia local, porém não permitem uma reposição adequada de alças intestinais e omento, bem como a remoção de aderências, além disto soma-se o risco de se aprisionar alças intestinais na linha de sutura. As técnicas abertas, por outro lado, permitem um exame mais cuidadoso do saco herniário e das vísceras, permitindo a aplicação de telas, implantes e suturas mais complexas para o fechamento do anel em situações de maior gravidade. Mas há possibilidade de complicações pertinentes ao procedimento, tais como: peritonite, recidiva, aderências e abcesso na linha de incisão e evisceração.

Diante disto, as técnicas de cirurgia via laparoscopia vêm ganhando espaço  na  cirurgia  animal, sendo empregada em bovinos principalmente para correção do abomaso com fixação percutânea por meio de toggle-pin. Desta forma, objetiva-se com este projeto empregar e avaliar a técnica percutânea com toggle-pin tipo Grymer & Sterner (1982), para correção da hérnia umbilical em bezerros, com grau de invasividade menor em relação às outras técnicas convencionais, assistida por laparoscopia para proporcionar adequada reposição das vísceras e aposição dos bordos no anel herniário.

Para tanto, serão utilizados 20 bezerros,  oriundos de propriedades rurais da região, diagnosticados com hérnia umbilical redutível. Os animais serão alocados em dois grupos, sendo o grupo I submetido a herniorrafia utilizando a técnica de Grymer & Steiner (1982) e o grupo II será submetido à herniorrafia pela técnia de Mayo. Durante o pós-operatório, os animais serão avaliados quanto à presença de edema, evolução da ferida, dor a palpação e recidiva. Após 60 dias, será realizada a inspeção final sendo a região operada analisada macroscopicamente quanto – características da cicatrização, firmeza da sutura; presença de deiscência, presença de inflamação e de abscessos, presença de aderência; e histologicamente, após biópsia da região operada, pela coloração de hematoxilina e eosina, quanto a intensidade e ao tipo de reação inflamatória no local da rafia e características do tecido cicatricial

Herniorrafia em bezerros pela técnica do Toogle-Pin via laparoscopia