Responsabilidade Social

Comparação da Fauna parasitária de monogeneas em Geophagus Brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) (Osteichthyes, Ciclidae) utilizando ferramentas moleculares

Valorização da Diversidade

Unidade: Umuarama

Titulação: Doutorado - Atividade: Pesquisa Institucional

Cod. CNPQ: 0005050200 – Medicina Veterinária Preventiva

Núcleo de Pesquisa: Ciências Biológicas, Agrárias e Tecnológicas

Linha de Pesquisa: Medicina veterinária preventiva

Professores: Ricardo de Melo Germano – Luciano Seraphim Gasques

Resumo: As grandes reservas hídricas do Brasil estão distribuídas em oito grandes bacias hidrográficas, possibilitando que o homem explore a água de forma abrangente, incluindo-se ai sua alimentação e laser. Possuindo um clima favorável para a piscicultura o consumo da carne de peixe vem aumentando ao longo dos anos. Muitas espécies de peixes de pequeno porte encontradas nas diferentes bacias hidrográficas, muitos deles de colorido variado, também são usadas pelos pescadores como forma de renda, com destino certo para  ornamentação em aquários. 

A  comercialização  dos  peixes  ornamentais  no  Brasil  tem  sua principal característica, animais obtidos do extrativismo facilitando a comercialização de peixes naturalmente parasitados e que vivendo em aquários possam levar esta fauna parasitária para as outras espécies ali criadas. Os parasitos de peixes de águas tropicais apresentam-se desde formas de menor prejuízo até mesmo aqueles que levam os indivíduos a morte, por estes motivos é de interesse das pesquisas, e dos criadores, que se desenvolvam melhores técnicas de criação de peixes, com foco na manutenção da saúde e das boas práticas de criação.

A espécie Geophagus brasiliensis, conhecida como acará, além do seu papel na cadeia alimentar, sua grande beleza, o tornou uma das espécies mais procuradas na prática da aquariofilia. Representam uma espécie intermediária para diversas espécies de ectoparasitos entre eles os Monogeneos, contudo os trabalhos sobre estes ectoparasitos ainda são escassos principalmente na região sul do Brasil, baseados nestas informações o presente trabalho de propõe a Comparar a fauna parasitária do Monogenea de Geophagus brasiliensis, nas condições nativa e comercial (aquarismo). Para tanto serão utilizados 60 exemplares adultos de Geophagus brasiliensis, sendo 30 deles provenientes da compra em lojas especializadas em aquarismo, onde se tem comprovado seu nascimento em aquicultura e 30 outros peixes coletados na planície Alagável do Rio Paraná. Os peixes serão anestesiados em Benzocaína 10% e a seguir serão mortos, terão registrado o sexo, peso e comprimento, todos os procedimentos com GRAU DE INVASIVIDADE 1.

Durante a necropsia serão retiradas as brânquias dos peixes, e sob estereomicroscópio serão analisadas, os monogênios encontrados serão identificados e armazenados em álcool 92°Gl. Cinco espécimes de cada espécie de parasitos Monogenea encontrado terão o DNA extraído visando o seu sequenciamento, a construção da árvore filogenética e a identificação molecular de cada espécie, os resultados obtidos serão utilizados para análise e depósito no GenBank. A edição das sequências será realizada no programa BioEdit enquanto o alinhamento no algoritmo Clustal W através do programa MEGA 6.0, onde serão determinados os parâmetros genéticos como a distância p e a inferência de filogenia.

 

Comparação da Fauna parasitária de monogeneas em Geophagus Brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) (Osteichthyes, Ciclidae) utilizando ferramentas moleculares